
Não sei porque escrever isso, se minha vontade é discar números tão conhecidos e ouvir uma voz. A única que me acalma. O que sinto, é indefinido.
Medo. Muito medo, pois estou completamente confusa diante dessa situação. Nunca concordei com meu coração. Sempre brigamos, mas sempre o defendo quando necessário. Não é agora, porém, que terei alguma autoridade. Mas ainda me faço promessas, estúpidas demais para serem cumpridas, pois não tenho a força necessária. E, se me disserem para ser forte, não demonstrar vulnerabilidade, discordarei, ainda que teimosa, porque sei o que fazer. Sei, por experiência própria, que mesmo forte e segura de si, ainda existirá um jeito de se ferir. Há tempos demonstro-me forte e hoje estou despedaçada. Talvez por hábito de curar-me incorretamente, ou outra coisa. Todavia, nada disso é realmente significativo, porque em vários momentos de fraqueza, tudo muda.
